Uma representação da Polícia Federal enviada ao Supremo Tribunal Federal trouxe novos detalhes sobre a investigação que envolve o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. No documento, os investigadores afirmam que a prisão do banqueiro foi solicitada como medida necessária para impedir riscos concretos à integridade de servidores públicos envolvidos na apuração do caso.
Segundo a PF, havia preocupação com a atuação de um suposto “braço armado” ligado à organização criminosa investigada. Para os investigadores, a neutralização desse grupo seria essencial para garantir a continuidade das investigações conduzidas por órgãos como o Ministério Público, o Banco Central e o próprio Supremo.
De acordo com o relatório, a investigação identificou indícios de que o empresário teria influência sobre uma estrutura composta por integrantes responsáveis por diferentes funções dentro do esquema. A polícia aponta que Vorcaro exerceria o comando do grupo, enquanto o controle financeiro estaria sob responsabilidade de Fabiano Zettel. Já a execução de ações consideradas mais violentas seria atribuída a Felipe Mourão, descrito como responsável por tarefas operacionais.
Outro nome citado no documento é o do policial federal aposentado Marilson Roseno, apontado como líder de um grupo denominado pelos investigadores como “Turma”, que teria participação no funcionamento da estrutura investigada.
A representação encaminhada ao Supremo destaca que a organização criminosa utilizaria práticas de intimidação para pressionar ou silenciar pessoas consideradas adversárias ou potenciais ameaças às atividades do grupo. A Polícia Federal afirma que foram identificados indícios de “coação por meio de milícia”, incluindo supostas ordens para monitorar, intimidar e até agredir indivíduos vistos como desafetos.
Para os investigadores, essas ações representariam um risco direto à segurança de agentes públicos que atuam na investigação. O documento ressalta que a continuidade das apurações poderia ser comprometida caso o grupo mantivesse capacidade de agir ou interferir no processo.
A PF argumenta ainda que a complexidade da organização e suas ramificações reforçam a necessidade de medidas cautelares mais rigorosas, incluindo prisões preventivas e ações para desarticular completamente a estrutura investigada.
O caso agora segue sob análise do Supremo Tribunal Federal, que avaliará as medidas solicitadas no âmbito da investigação. Enquanto isso, as autoridades continuam reunindo provas para esclarecer a extensão das atividades do grupo e eventuais responsabilidades criminais dos envolvidos.










