Adoção de pets no Brasil cresce pelas redes informais e revela cenário de abandono

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Um levantamento recente trouxe à tona um retrato importante sobre a adoção de animais no Brasil: a maioria dos pets que ganham um novo lar não vem de abrigos ou instituições, mas sim das ruas ou de contatos próximos. De acordo com a pesquisa realizada pela GoldeN em parceria com o Opinion Box, oito em cada dez animais adotados no país tiveram origem nessas situações.

Os dados mostram que 34% dos pets foram resgatados diretamente das ruas, enquanto 46% chegaram às famílias por meio de amigos, parentes ou conhecidos. O cenário reforça o papel central das redes informais no processo de adoção, indicando que muitas histórias de novos lares começam em situações cotidianas e espontâneas.

Divulgado no contexto do Dia Mundial do Animal de Rua, o estudo evidencia que, apesar da atuação de organizações especializadas, como ONGs e abrigos, esses canais ainda representam uma parcela menor nas adoções. Cada um desses grupos responde por cerca de 9% das origens dos animais acolhidos, número bem inferior ao registrado nas adoções informais.

Na prática, os resultados apontam para uma realidade complexa: ao mesmo tempo em que mostram a solidariedade e o engajamento da população, também escancaram o tamanho do problema do abandono animal no país. Muitos brasileiros acabam se tornando tutores ao se depararem com animais em situação de vulnerabilidade ou ao receberem um pet de alguém próximo que não pôde continuar com os cuidados.

Outro destaque do levantamento é a forte presença dos animais sem raça definida nos lares brasileiros. Entre os gatos, os chamados vira-latas representam ampla maioria, com 75%. Já entre os cães, eles também lideram, com 28%, consolidando-se como parte significativa das famílias.

Especialistas apontam que os dados ajudam a compreender melhor como ocorre a adoção no Brasil e reforçam a necessidade de políticas públicas e iniciativas de conscientização. O incentivo à adoção responsável, aliado ao apoio a protetores independentes e instituições, surge como um caminho essencial para reduzir o número de animais em situação de rua.

O estudo revela, sobretudo, que a adoção no país está profundamente ligada à empatia e às conexões humanas, mas também evidencia um desafio urgente: transformar esse movimento espontâneo em uma rede mais estruturada de proteção e cuidado animal.

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