Comida coreana, tapetes de yoga, centenas de toalhas e até itens destinados a animais estão entre as exigências feitas para os camarins dos artistas que passam pela Cidade do Rock
Muito antes de as luzes se acenderem e os primeiros acordes tomarem conta dos palcos, uma operação silenciosa movimenta os bastidores do Rock in Rio 2026. Além da complexa estrutura necessária para receber alguns dos maiores nomes da música mundial, a produção precisa lidar com listas detalhadas de exigências destinadas aos camarins dos artistas.
Nesta edição, alguns pedidos chamam atenção pela variedade. Entre os itens solicitados estão diferentes tipos de comida coreana, tapetes de yoga, brinquedos de montar, doses voltadas ao reforço da imunidade, spray para aliviar a boca seca, buquês de flores, cobertores e bandeiras do Brasil. Até uma caixa de areia para gato aparece entre as solicitações.
Se determinados pedidos surpreendem pela natureza, outros impressionam pela quantidade. Uma das atrações solicitou mais de 200 toalhas e cerca de 200 cabides, além de dezenas de cestas e caixas de lenços. Tudo precisa estar organizado antes da chegada do artista, fazendo dos camarins uma extensão da grande operação logística montada na Cidade do Rock.
A identidade dos responsáveis por cada exigência permanece preservada. A produção trabalha com acordos de confidencialidade que impedem associar publicamente os pedidos aos artistas desta edição.
Exigências curiosas atravessam gerações
Pedidos incomuns nos camarins, no entanto, estão longe de ser novidade na história do festival. Ao longo das diferentes edições, estrelas internacionais já protagonizaram episódios que ajudaram a construir o imaginário em torno dos bastidores do evento.
Prince, por exemplo, teria solicitado 400 toalhas brancas e iluminação púrpura para o espaço reservado a ele. Elton John também entrou para essa lista ao pedir 32 rosas que deveriam apresentar exatamente o mesmo tamanho.
O Red Hot Chili Peppers levou a personalização do ambiente para outra direção: a banda quis duas árvores dentro do espaço destinado aos músicos. Justin Bieber, por sua vez, teria solicitado uma banheira preparada com aproximadamente 80 quilos de gelo.
Outro caso marcante foi protagonizado por Drake. Em sua passagem pelo festival, o rapper chegou acompanhado do próprio chef e levou os alimentos que seriam utilizados na preparação das refeições de sua equipa, sem depender da estrutura gastronômica disponibilizada localmente.
Uma operação que começa longe dos palcos
Por trás das curiosidades, os pedidos ajudam a revelar a dimensão do trabalho necessário para receber artistas de diferentes países, culturas e rotinas profissionais. Alimentação, descanso, preparação física e necessidades específicas fazem parte de uma estrutura que precisa funcionar com precisão durante os dias de festival.
O Rock in Rio 2026 reúne nomes como Foo Fighters, Elton John, Maroon 5, Demi Lovato e Stray Kids entre suas principais atrações, ampliando o desafio de atender equipas numerosas e exigências distintas.
Para o público, grande parte dessa movimentação permanece invisível. Nos bastidores, porém, cada toalha, cabide, alimento ou objeto precisa estar no lugar certo antes de o artista subir ao palco.
É justamente essa engrenagem que mostra que um megafestival começa muito antes do primeiro show. Enquanto milhares de pessoas aguardam pelos grandes espetáculos, atrás dos palcos uma equipa trabalha para que até os pedidos mais inesperados — de centenas de toalhas a uma simples caixa de areia — estejam prontos na hora certa.